ela tinha sede, mas era tão preguiçosa...! esperou chover.
pegou um balde, esperou encher
enquanto via sua vida passando pela janela.
paráfrase ao poema que a Lily usou no desenho dela, aqui.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
eu só tenho flores...
- Acorda, Juliana!
(Caramba. Talvez esteja na hora mesmo. Já troquei a boneca pelos livros, os livros de contos de fadas pelos de história, os de história pelos de moda; o heavy metal pelo rock nacional, a música popular brasileira, e meus ouvidos já conseguem ouvir quase tudo; a rebeldia pré-adolescente pela sociabilidade, e hoje, com quase duas décadas de vida, ando colorindo ruas e distribuindo flores; mesmo com um coração tantas vezes partido por paixões platônicas e não correspondidas, frustrações familiares e com "amigos", descobertas desagradáveis e aquela saudade do que eu nunca senti, mas a sensação de que vou conhecer. A constante impressão de que a solidão me cái bem se confunde com o medo precoce de morrer sozinha. A certeza de que as coisas tendem a melhorar, e a delicada habilidade de extrair o lado positivo da pior tragédia. Um rosto que sorri ao mundo e que chora para o seu. A dor que o poeta deveras sente, que eu sinto não sei por quê. Ser tão sensível a ponto de se abalar com as mazelas do mundo; palavras que se perdem na cabeça e não estão no papel (quando deveriam estar... ai, a maravilha de quando eu puder levantar esse tapete!); uma memória que trái, um coração que ama tanto os outros, que se faz sofrer... os pés cansados de buscar o caminho da felicidade, e eu deito na rede pra ver o sol se pôr, porque ninguém se põe no meu lugar. As folhas dos diários antigos, os poemas que deveriam estar no lixo, os fantasmas dos piores momentos do passado, ai, mas você é tão jovem, tão amargurada! Não. Você não sabe de nada. Ninguém sabe de nada, nem eu mesma! Todos esses erros, essas frustrações, essas decepções e essas mágoas, martirizante e lentamente remoídas, florescem aprendizado. E eu ainda não me conformo, 19 anos! Um coração de criança que ainda brinca de roda, canta na rua e rala o joelho. Vê se cresce!)
- Hã?
(Eu nunca entendi muito bem essa necessidade de se manter sempre acordado...)
- Ah, desculpa.
(Caramba. Talvez esteja na hora mesmo. Já troquei a boneca pelos livros, os livros de contos de fadas pelos de história, os de história pelos de moda; o heavy metal pelo rock nacional, a música popular brasileira, e meus ouvidos já conseguem ouvir quase tudo; a rebeldia pré-adolescente pela sociabilidade, e hoje, com quase duas décadas de vida, ando colorindo ruas e distribuindo flores; mesmo com um coração tantas vezes partido por paixões platônicas e não correspondidas, frustrações familiares e com "amigos", descobertas desagradáveis e aquela saudade do que eu nunca senti, mas a sensação de que vou conhecer. A constante impressão de que a solidão me cái bem se confunde com o medo precoce de morrer sozinha. A certeza de que as coisas tendem a melhorar, e a delicada habilidade de extrair o lado positivo da pior tragédia. Um rosto que sorri ao mundo e que chora para o seu. A dor que o poeta deveras sente, que eu sinto não sei por quê. Ser tão sensível a ponto de se abalar com as mazelas do mundo; palavras que se perdem na cabeça e não estão no papel (quando deveriam estar... ai, a maravilha de quando eu puder levantar esse tapete!); uma memória que trái, um coração que ama tanto os outros, que se faz sofrer... os pés cansados de buscar o caminho da felicidade, e eu deito na rede pra ver o sol se pôr, porque ninguém se põe no meu lugar. As folhas dos diários antigos, os poemas que deveriam estar no lixo, os fantasmas dos piores momentos do passado, ai, mas você é tão jovem, tão amargurada! Não. Você não sabe de nada. Ninguém sabe de nada, nem eu mesma! Todos esses erros, essas frustrações, essas decepções e essas mágoas, martirizante e lentamente remoídas, florescem aprendizado. E eu ainda não me conformo, 19 anos! Um coração de criança que ainda brinca de roda, canta na rua e rala o joelho. Vê se cresce!)
- Hã?
(Eu nunca entendi muito bem essa necessidade de se manter sempre acordado...)
- Ah, desculpa.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sweet september
quando o céu era sempre cinza, eu não via nuvem, eu não via sol, eu não via lua, eu não via estrelas.
quando o céu era sempre cinza, a manhã esfriava o que a tarde ebulia e a noite congelava.
quando o céu era sempre cinza, eu era sempre triste, com o coração cheio de saudade, e um calendário cheio de dias que não passavam.
pra todos vocês que fazem meu céu ter cor, meus sóis nascerem radiantes e se porem no meu degradê favorito, que fazem as nuvens chegarem e darem espaço pra lua e pras estrelas, que fazem os bons ventos bagunçarem meus cabelos e deixarem um cheiro da saudade que é gostosa de ter, que enchem o coração de sorrisos, os olhos de luz e o corpo de abraços...
doce, doce, doce!
doce setembro!
quando o céu era sempre cinza, eu só queria voltar.
quando o céu era sempre cinza, era só névoa desfocada, perdida da imensidão de um mundo sem cor.
esse texto é dedicado a todas as pessoas que fizeram do meu setembro, do meu dia 20 de setembro, o dia mais doce do mês!
morem no meu coração, que eu não lhes deixarei...
quando o céu era sempre cinza, a manhã esfriava o que a tarde ebulia e a noite congelava.
quando o céu era sempre cinza, eu era sempre triste, com o coração cheio de saudade, e um calendário cheio de dias que não passavam.
pra todos vocês que fazem meu céu ter cor, meus sóis nascerem radiantes e se porem no meu degradê favorito, que fazem as nuvens chegarem e darem espaço pra lua e pras estrelas, que fazem os bons ventos bagunçarem meus cabelos e deixarem um cheiro da saudade que é gostosa de ter, que enchem o coração de sorrisos, os olhos de luz e o corpo de abraços...
doce, doce, doce!
doce setembro!
quando o céu era sempre cinza, eu só queria voltar.
quando o céu era sempre cinza, era só névoa desfocada, perdida da imensidão de um mundo sem cor.
esse texto é dedicado a todas as pessoas que fizeram do meu setembro, do meu dia 20 de setembro, o dia mais doce do mês!
morem no meu coração, que eu não lhes deixarei...
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
na hora da fraqueza
vinte e três e trinta e três. quando deu a hora da fraqueza; eu pensei tanta música, tanto sonho, tanto tempo, tanta coisa, tanta coisa que não me levou a nada, que resolvi parar. quando deu a hora da fraqueza, eu decidi te procurar onde de certo te acharia, mas tu não estavas. eu te rabisquei, sem de fato te apagar. só pra não te ver, porque o sonho fatalmente viraria pesadelo, a música desafinaria, e o tempo tardaria a passar... e já faz tanto tempo que eu não tenho tempo, que seria fraqueza tornar a dedicá-lo a ti. à tua falta, que eu nem sei mesmo se ainda faz. já faz tanto tempo, e eu ainda tenho tempo de lembrar. a memória que trái, porque só encena como vilã nos romances impossíveis onde eu fico só. já faz tanto tempo que eu venho querendo sair daqui, fugir de mim...
"and the thing that keep us apart, keep me alive
and the things that keep me alive, keep me alone"
"and the thing that keep us apart, keep me alive
and the things that keep me alive, keep me alone"