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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

no alto.

pra mim, sempre foi assim: quanto mais alto, maior o medo.
eu nunca usei salto alto. nunca me equilibrei por muito tempo em cima de pedras na rua. nunca saltei de um trampolim. os brinquedos mais altos sempre me deram medo.

não tinha como ser diferente no amor.
ah, o amor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

pequenas percepções sobre a vida - 02

ir embora quando sentir que tem-se de ir
é abrir mão do que ficará para trás.

só fica pra trás quem quer.
quem não quer, dá um jeito de te acompanhar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

pequenas percepções sobre a vida - 01

em tempos de facebook

recados, mural, compartilhamentos, 'curtir',
ser marcado, fazer check-in, fotos, amigos em comum,
perfil lotado, disponível para bate-papo...


... quem recebe uma ligação
tem sorte.

domingo, 15 de maio de 2011

dos poucos e bons.

são os que sempre ficam, apesar de tudo. apesar da distância, dos tempos, dos afastamentos, dos esquecimentos. das bifurcações da vida, dos destinos das estradas, do tanto que se caminhou. das ironias da vida, do que já foi, do que não é mais.

são os que ficam, os que ainda sentam ao meu lado, que compartilham o recreio comigo. os que dividem o lanche, os que copiam a tarefa em cima da hora. os que combinam a pesca, que conversam na hora da aula e vão juntos pra coordenação. os que fazem brincadeiras infantis na sala, os que contam as piadas mais idiotas do mundo... e a gente ri, mesmo assim. e a gente é feliz, mesmo assim. mesmo com toda a distância, mesmo com toda a saudade. porque no fundo, no fundo, a gente sabe que tem um ao outro.

sábado, 2 de abril de 2011

da minha vida (desimportante).

era uma vez uma menininha made-in-the-seventeens que andava saltitando na rua. aí ela encontrou um rapazinho (como chamavam? mauricinho?) dando mole. paqueram-se. começaram a namorar. um mês depois, estavam noivos. mais trinta dias, e o matrimônio. ela tinha dezoito anos, e ele tinha dezessete. um apartamento sem nenhuma mobília. e pouco tempo depois, esse amor me fez nascer. e cá estou eu, vítima das histórias dos amores impossíveis, filha dos tempos de outrora. cheia de sequelas de um período que se perdeu no espaço. e fico orbitando em torno dele, como se ainda existisse... como se eu pudesse vivê-lo. como alguém que, toda noite, joga a vara e fisga as estrelas... mas não consegue puxá-las para si.

terça-feira, 15 de março de 2011

besouro.

me surpreendeu no meu próprio quarto e, quando eu o vi, o espanto: porque não sabia voar em silêncio? e me assustei.
mas logo senti pena. ele voava em direção à luz errada...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

à sós.

- tá vendo?
- o que?
- você parou de chorar.

e se abraçaram.

sábado, 6 de novembro de 2010

risque o que você já fez:

01. Pagar bebidas pros seus amigos.
02. Pegar num tubarão.
03. Dizer “eu te amo” sentindo amor de verdade.
04. Abraçar uma árvore.
(abracei o baobá da praça do passeio público com meus amigos do 3º ano!)
05. Achar que vai morrer.
(sempre que tenho crise alérgica)
06. Ficar acordado a noite inteira só pra ver o sol nascer.
(queria fazer mais vezes...)
07. Cultivar e comer suas próprias frutas e vegetais.
08. Dormir sob as estrelas.  
09. Mudar a fralda de uma criança.
10. Ver uma estrela cadente.
(vi e fiz um pedido que se realizou!)
11. Ficar embriagado.
12. Doar coisas para caridade.
(já é hábito...)
13. Não dormir por 24 horas.
(oi, R Design!)
14. Olhar para o céu e achar o cruzeiro do sul. (sempre faço isso)
15. Ter um ataque de riso na pior altura possível. (sempre faço isso [2])
16. Fazer uma luta de comida.
(no meu aniversário de 15 anos!)
17. Apostar e perder. (por isso que eu não aposto mais)
18. Convidar um estranho para sair.
19. Fazer guerrinha de papel.
(é...)
20. Pegar num cordeiro.
21. Gritar o mais alto que puder.
(eu sempre grito o mais alto que posso :B)
22. Andar de montanha russa. (odeio adrenalina.)
23. Dançar como um louco e não se preocupar se estão olhando.
(e eu nem sei dançar!)
24. Falar com sotaque por um dia inteiro.
(oi, Lily! oi, Marcela!)
25. Estar mesmo feliz com a tua vida. (geralmente acontece...)
26. Ter dois Hard Drives para o computador.
27. Conhecer o teu país.
28. Cuidar de alguém embriagado.
29. Ter amigos fantásticos.
(amo muito!)
30. Dançar com um estranho.
31. Fazer um passeio de noite na praia.
(algumas horas que vão ficar pra sempre na memória...)
32. Ficar de coração partido mais tempo do que se esteve realmente apaixonado.
(previsível)
33. Sentar na mesa de um estranho num restaurante e comer com ele.
34. Imitar uma vaca.
35. Fingir que é um super herói.
36. Cantar no Karaokê.
(não agrado cantando)
37. Mergulhar.
38. Beijar na chuva.
39. Brincar na lama.
40. Brincar na chuva.
(um daqueles hábitos que nascem na infância e perduram)
41. Apaixonar-se e não ficar de coração partido.
42. Fazer uma arte marcial. 
43. Entrar num filme.
44. Ser penetra numa festa.
45. Ficar sem comer 5 dias.
46. Fazer um bolo sozinho.
(quando eu ainda não tinha me convencido de que sou um desastre na cozinha)
47. Fazer uma tatuagem.       
48. Receber flores sem razão.
49. Representar num palco. (nunca vou esquecer!)
50. Gravar música. (com amigos, inclusive!)
51. Ter um caso de uma noite.
52. Guardar um segredo.
(adoro demonstrações de confiança)
53. Cantar bem alto no carro e não parar quando perceber que tem gente olhando.
(nunca mais vou ver, mesmo!)
54. Sobreviver a uma doença em que se podia ter morrido. (né?)
55. Perder dinheiro. (perco tudo...)
56. Cuidar de alguém com dor de cotovelo.
(e cuidarei sempre que for preciso)
57. Fazer uma festa legal.
58. Por um piercing.
(rá!)
59. Partir o coração de alguém.  (já devo ter partido. acho que é inevitável...)
60. Evitar alguém de propósito.
(é...)
61. Andar a cavalo.
(a cara da infância!)
62. Fazer uma grande cirurgia.
63. Ter uma foto sua num jornal.
64. Mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa em que acreditas profundamente.
65. Fazer de um inseto um animal de estimação.
66. Selecionar um autor importante que não trabalhou na escola e lê-lo.
67. Comunicar-se com uma pessoa sem partilharem uma língua em comum.

itens em negrito: um dia, vocês estarão riscados ;)

domingo, 24 de outubro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

watchin' life passing by

ela tinha sede, mas era tão preguiçosa...! esperou chover.
pegou um balde, esperou encher
enquanto via sua vida passando pela janela.

paráfrase ao poema que a Lily usou no desenho dela, aqui.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sweet september

quando o céu era sempre cinza, eu não via nuvem, eu não via sol, eu não via lua, eu não via estrelas.
quando o céu era sempre cinza, a manhã esfriava o que a tarde ebulia e a noite congelava.
quando o céu era sempre cinza, eu era sempre triste, com o coração cheio de saudade, e um calendário cheio de dias que não passavam.


pra todos vocês que fazem meu céu ter cor, meus sóis nascerem radiantes e se porem no meu degradê favorito, que fazem as nuvens chegarem e darem espaço pra lua e pras estrelas, que fazem os bons ventos bagunçarem meus cabelos e deixarem um cheiro da saudade que é gostosa de ter, que enchem o coração de sorrisos, os olhos de luz e o corpo de abraços...

doce, doce, doce!
doce setembro!

quando o céu era sempre cinza, eu só queria voltar.
quando o céu era sempre cinza, era só névoa desfocada, perdida da imensidão de um mundo sem cor.

esse texto é dedicado a todas as pessoas que fizeram do meu setembro, do meu dia 20 de setembro, o dia mais doce do mês!

morem no meu coração, que eu não lhes deixarei...

domingo, 29 de agosto de 2010

pelo retrovisor

foi no mesmo dia que eu nem precisei ver o teu sorriso pra começar um velho sonho bom, e eu tive um pesadelo. eu vivi um pesadelo que, de fato, nem aconteceu. mas poderia ter acontecido, e era tudo o que eu não queria. dois anos e cinco meses passando em flashback na minha memória nos trinta segundos mais desesperadores daquele dia. passaram, ainda bem. ou talvez ainda tenha ficado algo dentro de mim...

... mas foi no caminho de casa, o céu já no meu degradê preferido, laranjazul, que eu vi pelo retrovisor um pedido de desculpas. uma recompensa. um carinho de alguém que eu não sei quem foi, mas sei que não poderia ter vindo de uma árvore, nem com o vento. foi uma criança, foi um mendigo, foi o amor da minha vida, foi um transeunte, um desocupado qualquer.

era uma flor que ainda nem desabrochou e já estava murcha! mal nasceu, já tinha morrido!
e estava ali, cuidadosamente emaranhada na porta traseira do carro, estrategicamente posicionada para que eu pudesse regá-la com meu olhar de encanto durante todo o trajeto...


e realmente não importa quem deixou essa flor pra mim. seja lá quem ou o que tenha sido, nem sabia quem eu era. tão inocente quanto a própria flor. e eu me aproveitei de sua morte para mantê-la por perto até que eu preencha todas as páginas da minha agenda. seja lá quem ou o que tenha sido, nem pôde ver o brilho dos meus olhos... que, de certo, cegaria.

seja lá quem ou o que tenha sido, por favor, apareça!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

primeiro dia da segunda greve.

meia hora pra ir, uma inteira pra voltar. vai ter aula? desespero, engarrafamento, primeira e segunda marcha, primeira e segunda, freia! entra à esquerda, olha, tem batida! entra aqui de novo! será que essa rua tem saída? buzinas, jogos de luz, policiais, caos, greve de ônibus, multidões, imprudentes, infratores, irregularidades, irracionalidades.

e eis que chego em casa, e uma lua sorridente me recepciona!

...e ainda tem quem não entenda porque eu sou tão apaixonada pelas pequenas coisas da vida!

terça-feira, 27 de julho de 2010

01h27

andando distraída e, aparentemente sem direção, deixei-me surpreender e logo encantar por uma luz que parecia me chamar, parecia querer ser dona do meu olhar. às 19h, eu já sabia que era a luz da lua mais cheia e mais próxima que eu já vi. até fiquei na ponta dos pés, mas acredito que um metro e sessenta e seis centimetros não seja distância suficiente desse mundo até ela. no meu, foi. mas logo caí. e, ao abrir os olhos, céus, as estrelas!

foi no centro da cidade que eu assisti o fim-de-tarde mais sinestésico de todos os tempos.

acabei de descobrir que vou passar minha velhice jogando milho e farelo de pão para os pombos da Praça do Ferreira.