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sábado, 2 de abril de 2011

da minha vida (desimportante).

era uma vez uma menininha made-in-the-seventeens que andava saltitando na rua. aí ela encontrou um rapazinho (como chamavam? mauricinho?) dando mole. paqueram-se. começaram a namorar. um mês depois, estavam noivos. mais trinta dias, e o matrimônio. ela tinha dezoito anos, e ele tinha dezessete. um apartamento sem nenhuma mobília. e pouco tempo depois, esse amor me fez nascer. e cá estou eu, vítima das histórias dos amores impossíveis, filha dos tempos de outrora. cheia de sequelas de um período que se perdeu no espaço. e fico orbitando em torno dele, como se ainda existisse... como se eu pudesse vivê-lo. como alguém que, toda noite, joga a vara e fisga as estrelas... mas não consegue puxá-las para si.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

tenho dessas

de sair distribuindo sorrisos pra todo mundo, dizendo que vai dar tudo certo até convencer de que não é da boca pra fora. mesmo quando é. de correr, de saltitar, distribuir flores e poesias, encaminhar raios de sol, abrigar, proteger e cantar na rua. dançar na chuva. virar a noite, deitar na grama e olhar as estrelas. ver desenhos em nuvens. sonhar acordada, dormir sorrindo, acordar chorando. levantar tonta, não querer pisar no chão, ter medo de cair, ter medo de não acordar; vai ficar sozinha pra sempre, ninguém vem pra despertar, ninguém vai ouvir teu choro, vai morrer sufocada com a própria angústia, ninguém entende! e, de vez em quando, tenho necessidade de uma realidade que não existe; aí assisto uns filmes bem românticos. ou infantis, ou com finais felizes... e choro, choro até soluçar. porque, na verdade, tenho a forte (e cruel) impressão de que nada, nada disso nunca vai acontecer comigo. tenho dessas. não existo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

jogando conversa fora.

- e você já sonhou comigo?

(levando em consideração que eu tenho passado mais tempo dormindo do que acordada, e que você sempre dá um jeito de aparecer nos meus sonhos, nem que seja só pra me lembrar de que é, de fato, um sonho... mas que eu desejo secretamente, com toda a pouca força do meu coração, que ele se encaminhe para a realidade...)

- é, já sonhei, sim.