terça-feira, 2 de novembro de 2010

o cisne negro.

ela vestia luto, a cor do cisne que era, porque sabia que ficaria sozinha. Porque o amor de sua vida morria sempre que ela despertava.
 
(com medo de ficar sozinha, ela passou a sonhar acordada).
 
 
 
olha o cisne negro aqui...!

gastrite.

o que eu não aguento é essa felicidade aparente, essa indiferença, esse mundo das máscaras, essa inversão de valores, essa desimportância que eu adquiri por ser vítima de uma história da qual eu nem faço parte...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

para um dia ruim.

pense em tudo o que não deu certo hoje,
inspire fundo, que é pro pensamento chegar no coração,
e deixe as lágrimas caírem.

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

a verdade é que:

ninguém se importa com você.

é.

e quanto mais você se esforça pra ser útil, pra ajudar, menos importância você merece. a ordem se inverteu, os valores mudaram, as pessoas mudaram, e mudaram pra pior, com você!

você mesmo, que ajudou sem nem mesmo conhecer.
você, que se esforçou pra estar sempre presente, mesmo estando longe.
você, que dispôs olhos, ouvidos e coração integralmente.

você, que se deu ao trabalho de mover montanhas pra estar perto...
você, que agora está sentada na frente do computador, com os olhos encharacados, sem ter quem enxugue! é, você, que tantas vezes cuidou pra que as lágrimas alheias não caíssem!

você, que está amargurada de tanta frustração! que tem problemas que ninguém sabe, que teve um dia cheio, que está cansado de tanta coisa ruim desse mundo... você, que mesmo carregando todos esses problemas nas costas, ainda se preocupa em não despejar esse caos interno nos outros. você, "cheio de todos os cansaços, quantos o mundo pode dar", ainda sorri e diz: tudo bem!



-
esse foi pra quem me perguntou, hoje, se tava tudo bem, e eu respondi: tudo bem!

sábado, 2 de outubro de 2010

a segunda onda

Nadei, nadei... mas não morri na praia. Antes fosse. Antes tivesse morrido. O que me dói é saber que o primeiro raio de luz já estava conseguindo atravessar meus olhos, quando veio a segunda onda...

(...e eu ainda estou inconsciente).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

watchin' life passing by

ela tinha sede, mas era tão preguiçosa...! esperou chover.
pegou um balde, esperou encher
enquanto via sua vida passando pela janela.

paráfrase ao poema que a Lily usou no desenho dela, aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

eu só tenho flores...

- Acorda, Juliana!

(Caramba. Talvez esteja na hora mesmo. Já troquei a boneca pelos livros, os livros de contos de fadas pelos de história, os de história pelos de moda; o heavy metal  pelo rock nacional, a música popular brasileira, e meus ouvidos já conseguem ouvir quase tudo; a rebeldia pré-adolescente pela sociabilidade, e hoje, com quase duas décadas de vida, ando colorindo ruas e distribuindo flores; mesmo com um coração tantas vezes partido por paixões platônicas e não correspondidas, frustrações familiares e com "amigos", descobertas desagradáveis e aquela saudade do que eu nunca senti, mas a sensação de que vou conhecer. A constante impressão de que a solidão me cái bem se confunde com o medo precoce de morrer sozinha. A certeza de que as coisas tendem a melhorar, e a delicada habilidade de extrair o lado positivo da pior tragédia. Um rosto que sorri ao mundo e que chora para o seu. A dor que o poeta deveras sente, que eu sinto não sei por quê. Ser tão sensível a ponto de se abalar com as mazelas do mundo; palavras que se perdem na cabeça e não estão no papel (quando deveriam estar... ai, a maravilha de quando eu puder levantar esse tapete!); uma memória que trái, um coração que ama tanto os outros, que se faz sofrer... os pés cansados de buscar o caminho da felicidade, e eu deito na rede pra ver o sol se pôr, porque ninguém se põe no meu lugar. As folhas dos diários antigos, os poemas que deveriam estar no lixo, os fantasmas dos piores momentos do passado, ai, mas você é tão jovem, tão amargurada! Não. Você não sabe de nada. Ninguém sabe de nada, nem eu mesma! Todos esses erros, essas frustrações, essas decepções e essas mágoas, martirizante e lentamente remoídas, florescem aprendizado. E eu ainda não me conformo, 19 anos! Um coração de criança que ainda brinca de roda, canta na rua e rala o joelho. Vê se cresce!)

- Hã?

(Eu nunca entendi muito bem essa necessidade de se manter sempre acordado...)

- Ah, desculpa.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sweet september

quando o céu era sempre cinza, eu não via nuvem, eu não via sol, eu não via lua, eu não via estrelas.
quando o céu era sempre cinza, a manhã esfriava o que a tarde ebulia e a noite congelava.
quando o céu era sempre cinza, eu era sempre triste, com o coração cheio de saudade, e um calendário cheio de dias que não passavam.


pra todos vocês que fazem meu céu ter cor, meus sóis nascerem radiantes e se porem no meu degradê favorito, que fazem as nuvens chegarem e darem espaço pra lua e pras estrelas, que fazem os bons ventos bagunçarem meus cabelos e deixarem um cheiro da saudade que é gostosa de ter, que enchem o coração de sorrisos, os olhos de luz e o corpo de abraços...

doce, doce, doce!
doce setembro!

quando o céu era sempre cinza, eu só queria voltar.
quando o céu era sempre cinza, era só névoa desfocada, perdida da imensidão de um mundo sem cor.

esse texto é dedicado a todas as pessoas que fizeram do meu setembro, do meu dia 20 de setembro, o dia mais doce do mês!

morem no meu coração, que eu não lhes deixarei...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

na hora da fraqueza

vinte e três e trinta e três. quando deu a hora da fraqueza; eu pensei tanta música, tanto sonho, tanto tempo, tanta coisa, tanta coisa que não me levou a nada, que resolvi parar. quando deu a hora da fraqueza, eu decidi te procurar onde de certo te acharia, mas tu não estavas. eu te rabisquei, sem de fato te apagar. só pra não te ver, porque o sonho fatalmente viraria pesadelo, a música desafinaria, e o tempo tardaria a passar... e já faz tanto tempo que eu não tenho tempo, que seria fraqueza tornar a dedicá-lo a ti. à tua falta, que eu nem sei mesmo se ainda faz. já faz tanto tempo, e eu ainda tenho tempo de lembrar. a memória que trái, porque só encena como vilã nos romances impossíveis onde eu fico só. já faz tanto tempo que eu venho querendo sair daqui, fugir de mim...

"and the thing that keep us apart, keep me alive
and the things that keep me alive, keep me alone"