sábado, 12 de fevereiro de 2011
tenho dessas
de sair distribuindo sorrisos pra todo mundo, dizendo que vai dar tudo certo até convencer de que não é da boca pra fora. mesmo quando é. de correr, de saltitar, distribuir flores e poesias, encaminhar raios de sol, abrigar, proteger e cantar na rua. dançar na chuva. virar a noite, deitar na grama e olhar as estrelas. ver desenhos em nuvens. sonhar acordada, dormir sorrindo, acordar chorando. levantar tonta, não querer pisar no chão, ter medo de cair, ter medo de não acordar; vai ficar sozinha pra sempre, ninguém vem pra despertar, ninguém vai ouvir teu choro, vai morrer sufocada com a própria angústia, ninguém entende! e, de vez em quando, tenho necessidade de uma realidade que não existe; aí assisto uns filmes bem românticos. ou infantis, ou com finais felizes... e choro, choro até soluçar. porque, na verdade, tenho a forte (e cruel) impressão de que nada, nada disso nunca vai acontecer comigo. tenho dessas. não existo.