são os que sempre ficam, apesar de tudo. apesar da distância, dos tempos, dos afastamentos, dos esquecimentos. das bifurcações da vida, dos destinos das estradas, do tanto que se caminhou. das ironias da vida, do que já foi, do que não é mais.
são os que ficam, os que ainda sentam ao meu lado, que compartilham o recreio comigo. os que dividem o lanche, os que copiam a tarefa em cima da hora. os que combinam a pesca, que conversam na hora da aula e vão juntos pra coordenação. os que fazem brincadeiras infantis na sala, os que contam as piadas mais idiotas do mundo... e a gente ri, mesmo assim. e a gente é feliz, mesmo assim. mesmo com toda a distância, mesmo com toda a saudade. porque no fundo, no fundo, a gente sabe que tem um ao outro.