sexta-feira, 16 de novembro de 2012
volta.
volta, que a tua ausência me amarra o coração, me deixa de olhos atados, e a mordaça cheia de lágrimas.
o teu vazio não se preenche nem com vento, nem com sol, nem com chuva. o teu vazio no meu peito é tempestade. é água salgada na ferida aberta. o teu vazio petrifica a minha alma.
volta, que eu sinto falta até das brigas. sinto falta de prometer nunca mais brigar, e depois brigar de novo. sinto falta dos filmes mal escolhidos. sinto falta de te buscar em casa, mesmo que eu reclamasse tanto. sinto falta de ficar chateada quando tu não escolhia o lugar pra gente sair. sinto falta de querer levantar cedo, e de tu insistir em ficar na cama mais dez minutinhos (que nunca eram só dez). sinto falta de me irritar com a tua tranquilidade. sinto falta de ser dobrada pela tua paciência, pela tua ternura. só tu consegue me deixar daquele jeito...
volta, que eu preciso de ti pra enxugar minhas lágrimas. preciso do teu abraço mais apertado, pra me livrar de todas elas. e também preciso de ti pra encher meu coração de amor. nessa ordem, do jeito que tu sempre cuidou de mim, e do jeito que eu tanto preciso que tu cuide.
e já que tu ainda vai demorar tanto tempo pra voltar...
o jeito é ficar pedindo que o tempo passe logo, e que leve consigo minha tristeza, minha solidão, minha carência, meu desequilíbrio emocional, meu pranto: teu vazio.
