você olha pelo olho mágico
a pessoa pede pra entrar
você não abre a porta
e ela vai embora.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
pequenas percepções sobre a vida - 01
em tempos de facebook
recados, mural, compartilhamentos, 'curtir',
ser marcado, fazer check-in, fotos, amigos em comum,
perfil lotado, disponível para bate-papo...
... quem recebe uma ligação
tem sorte.
recados, mural, compartilhamentos, 'curtir',
ser marcado, fazer check-in, fotos, amigos em comum,
perfil lotado, disponível para bate-papo...
... quem recebe uma ligação
tem sorte.
decepções desnecessárias - 01
chegou em casa
deixou recado
sem resposta.
deixou recado
sem resposta.
sábado, 10 de novembro de 2012
não-dito.
- eu te amo.
(nesse mundo tão visual e efêmero, eu só queria sentir, e sentir pra sempre.)
(nesse mundo tão visual e efêmero, eu só queria sentir, e sentir pra sempre.)
domingo, 4 de novembro de 2012
reclamento.
por querer que já tivesse tudo resolvido quando eu chegasse.
por querer mesmo poder descansar.
por querer acreditar que vai dar certo.
por querer ouvir o que quero, na hora que quero.
por querer ler o que quero, na hora que quero.
por inventar tantas histórias impossíveis
por alimentar tanto os sonhos inalcançáveis
por ainda acreditar na menina de 16 anos que já não existe
por ser essa menina
por não ser
por querer ser.
por não poder ser.
por não conseguir ser.
por não se deixar ser.
- confia em mim
por não poder.
por simplesmente não poder.
por querer ser conquistada.
por não ser.
por querer mesmo poder descansar.
por querer acreditar que vai dar certo.
por querer ouvir o que quero, na hora que quero.
por querer ler o que quero, na hora que quero.
por inventar tantas histórias impossíveis
por alimentar tanto os sonhos inalcançáveis
por ainda acreditar na menina de 16 anos que já não existe
por ser essa menina
por não ser
por querer ser.
por não poder ser.
por não conseguir ser.
por não se deixar ser.
- confia em mim
por não poder.
por simplesmente não poder.
por querer ser conquistada.
por não ser.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
pré aniversário.
Tudo clichê.
Desejar as felicidades, os anos de vida. Soprar as velinhas nesta data querida.
Tudo clichê.
Estar rodeada e sentir falta de um só.
Querer sumir, querer desaparecer, querer virar pó e se atirar no mar, e se deixar levar, se deixar perder, se desintegrar, se destituir, desconstruir. Dissolver. Evaporar. Cair como chuva e lavar a alma de alguém. Ficar cheia do peso da vida dos outros pra esquecer da sua própria. Que vida? Que alma?
Vinte anos e um.
Um ano sem você.
Tudo clichê.
Desejar as felicidades, os anos de vida. Soprar as velinhas nesta data querida.
Tudo clichê.
Estar rodeada e sentir falta de um só.
Querer sumir, querer desaparecer, querer virar pó e se atirar no mar, e se deixar levar, se deixar perder, se desintegrar, se destituir, desconstruir. Dissolver. Evaporar. Cair como chuva e lavar a alma de alguém. Ficar cheia do peso da vida dos outros pra esquecer da sua própria. Que vida? Que alma?
Vinte anos e um.
Um ano sem você.
Tudo clichê.
sábado, 21 de julho de 2012
"foi você que escolheu (...)"
E, na verdade, ele estava coberto de razão.
Fui eu que escolhi ser tão afobada, tão apressada, tão intensa e desesperada. Fui eu que quis tanto, quando nem sabia se queria. Eu sabia dos riscos de magoar, de se magoar. Sabia da minha insegurança, sabia dos meus medos, dos meus traumas, das minhas travas. Do meu muro de pedra. Sabia dos meus espinhos, cada um deles. Sabia das minhas rachaduras, das minhas falhas, das minhas feridas abertas. Sabia o quanto cada uma doía (e ainda dói).
Eu sabia exatamente o que cada onda me trouxe de sequela. Sabia que tinha sido petrificada. Salinizada. coração de charque, sem vida.
Mas era só sal...
Era só ter tido paciência de esperar em banho corrente, em cachoeira, ou até mesmo na chuva. Era só ter deixado a água levar de volta o que deixou em mim: sal. E aí eu voltava a ser quem eu gostava tanto... Talvez não tão doce - há de se considerar que tanto sal adormece -, mas menos prejudicial. Menos iódica. Menos armada, menos protegida, menos enclausurada, menos impregnada... de sal.
Ele é de câncer, e o meu sal absorve tudo de mais belo que existe nele, que ele tem pra me oferecer.
E depois divide, egoistamente, entre cada grãozinho.
Em cada grão de sal existe um pouco de amor.
E como boa armadura que todos juntos são, não deixam que nada me atinja.
Queridos grãos de sal, por favor, parem de reter o meu amor!
(Meu querido amor, por favor, me deixe de molho em água da chuva!)
Fui eu que escolhi ser tão afobada, tão apressada, tão intensa e desesperada. Fui eu que quis tanto, quando nem sabia se queria. Eu sabia dos riscos de magoar, de se magoar. Sabia da minha insegurança, sabia dos meus medos, dos meus traumas, das minhas travas. Do meu muro de pedra. Sabia dos meus espinhos, cada um deles. Sabia das minhas rachaduras, das minhas falhas, das minhas feridas abertas. Sabia o quanto cada uma doía (e ainda dói).
Eu sabia exatamente o que cada onda me trouxe de sequela. Sabia que tinha sido petrificada. Salinizada. coração de charque, sem vida.
Mas era só sal...
Era só ter tido paciência de esperar em banho corrente, em cachoeira, ou até mesmo na chuva. Era só ter deixado a água levar de volta o que deixou em mim: sal. E aí eu voltava a ser quem eu gostava tanto... Talvez não tão doce - há de se considerar que tanto sal adormece -, mas menos prejudicial. Menos iódica. Menos armada, menos protegida, menos enclausurada, menos impregnada... de sal.
Ele é de câncer, e o meu sal absorve tudo de mais belo que existe nele, que ele tem pra me oferecer.
E depois divide, egoistamente, entre cada grãozinho.
Em cada grão de sal existe um pouco de amor.
E como boa armadura que todos juntos são, não deixam que nada me atinja.
Queridos grãos de sal, por favor, parem de reter o meu amor!
(Meu querido amor, por favor, me deixe de molho em água da chuva!)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
diálogos da madrugada.
- mas olha como é bonito quando você gosta tanto de uma pessoa, que tem vontade de vê-la todos os dias!
- e tu num enjoa da cara dessa pessoa, não?
- eu, não! a gente não enjoa de quem a gente ama, não...
- e o que a gente faz quando fica tudo igual, todos os dias?
- é assim: a gente tem que tentar buscar coisas novas, pra fazer o relacionamento dar certo. quando as duas partes não querem, aí você vai e termina... e aí é bem triste. mas, quando uma das partes está tão disposta a ponto de conseguir erguer a outra, aí é quando as coisas ficam mais lindas. uma pessoa sendo capaz de trazer a outra de volta pra si, pros dois.
- e tu num enjoa da cara dessa pessoa, não?
- eu, não! a gente não enjoa de quem a gente ama, não...
- e o que a gente faz quando fica tudo igual, todos os dias?
- é assim: a gente tem que tentar buscar coisas novas, pra fazer o relacionamento dar certo. quando as duas partes não querem, aí você vai e termina... e aí é bem triste. mas, quando uma das partes está tão disposta a ponto de conseguir erguer a outra, aí é quando as coisas ficam mais lindas. uma pessoa sendo capaz de trazer a outra de volta pra si, pros dois.
sábado, 29 de outubro de 2011
sobre lírios.
virou as costas e foi, deixando para trás o tempo que compartilharam. compartilharam? não se sabe ao certo, mas ela foi. foi antes que a saturação extrapolasse o limite do aceitável e passasse a doer nos olhos... mas já doía no coração. não no dela, mas no da mão que lhe regava prontamente, a qualquer alerta de necessidade. o que poderia fazer, afinal? é necessária muita coragem para lançar mão da segurança em que se enraizou para lutar com alguém. nem lutar, apenas estar junto. apenas... nada.
e, de repente, já não eram mais nada: nem mão, nem flor. não se deixavam mais ajudar, invadir, abraçar. duas mortes, duas perdas, duas falhas. um nó que se desfez, tinta diluída em água, dedos que não se entrelaçaram mais, olhares que não se cruzam, palavras que se perdem: e assim se fez a distância. que deveria ser saudável, mas igualmente doía. doía o coração e a distância, doía o coração e a saudade, as lembranças, as cartas, as fotografias, os planos.
e ainda dói.
dói a distância, dói a saudade, doem as palavras.
mas dói, principalmente, ser copo de plástico. descartável. amassado.
e, de repente, já não eram mais nada: nem mão, nem flor. não se deixavam mais ajudar, invadir, abraçar. duas mortes, duas perdas, duas falhas. um nó que se desfez, tinta diluída em água, dedos que não se entrelaçaram mais, olhares que não se cruzam, palavras que se perdem: e assim se fez a distância. que deveria ser saudável, mas igualmente doía. doía o coração e a distância, doía o coração e a saudade, as lembranças, as cartas, as fotografias, os planos.
e ainda dói.
dói a distância, dói a saudade, doem as palavras.
mas dói, principalmente, ser copo de plástico. descartável. amassado.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
tempestade.
chuva. muita chuva para uma lágrima só.