terça-feira, 22 de junho de 2010

amanhã.

hoje eu acordei com uma dor tão grande!
parecia que a tristeza do mundo todo estava nas minhas costas, como se quisessem chegar ao coração, como se estivessem há quarenta dias no deserto e avistassem a fonte; como se ele fosse capaz de suportar; como se ele ainda existisse por outros motivos que não o de simplesmente bater.

e como já cantou kid abelha, "amanhã é vinte e três, são oito dias para o fim do mês". se forem nove, eu espero. tudo o que quero é um pouco de sossego. logo passa um mês e, passando-se o primeiro, não demora o segundo, nem o terceiro; mas se vem um dia seis, e se isso se repetir, eu posso voltar a cantar que amanhã é vinte e três... hoje não sei, amanhã é vinte e três; hoje não sou, amanhã é vinte e três; hoje não sou eu, amanhã é vinte e três. ainda que passem dois anos, cinco meses, ou dois anos e seis meses, e eu de modo qualquer sofrer, sem relutar, amanhã é vinte e três. hoje não! amanhã é vinte e três.

"não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. o mundo não pára para que você o conserte!" (william shakespeare)