sábado, 26 de junho de 2010

do que não tem nome!

dos dias que enchem a alma, das fotos que encharcam o coração de amor, e os olhos de lágrimas; das músicas que se canta porque se entende, de ver o sol caindo no mar e a lua trazendo as estrelas, de ter a sensação de que se é querido ou amado por alguém, ou por muitos alguéns! de quando o coração se dispõe a ajudar, de quando o espírito acorda e levanta, e aí você pode cair na grama e olhar pro céu, sentir novos ares batendo no rosto... das danças solitárias no quarto, das cantorias solitárias no banheiro, e o som do carro no volume máximo, quando todos os vidros e portas estão te permitindo ser, no seu pequeno pedaço de mundo, nos seus vinte minutos de trajetória para sabe lá onde dará. das luzes da cidade avisando o entardecer, e o degradê que passa do laranja ao azul do céu, que passa do turquesa à escuridão total. das noites mal dormidas, mas por bons motivos, sem más intenções! um bom amigo, um velho amigo, um novo amigo... uma conversa, um dia fora, planos para o futuro, e o dia indo embora com as bolhas de sabão. dos dias que não se vão, porque estão eternizados em fotografias. dos dias que não se vão, porque estão eternizados na memória; das pessoas que ficam, dos sentimentos que florescem, das flores no seu jardim, das borboletas inocentes, da sua alma decorada, das suas flores recebidas. do que não tem nome.