que parte da minha vida ficou presa no passado?
que parte de mim se perdeu nas lembranças que não tenho?
sentada na beira da ampulheta, ela esperava pacientemente que alguma boa lembrança se agarrasse à sua isca de saudade, na sua vara-de-chorar.
parada no meio do tempo, ela esperava...
...o que? o que esperar?
(ela esperava inocentemente que o tempo lhe desse aquilo que ela tanto sentia falta, aquilo que ela nunca teve.)
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