sexta-feira, 12 de novembro de 2010
a voz da consciência. [2]
você sempre diz que está tudo bem, mas nunca está. só engana aos outros, na tentativa de enganar a si. espera que o mundo todo a entenda, mesmo sabendo que a realidade é outra, e nem você mesma se entende. você age como uma criança de dez anos, porque no fundo queria mesmo ser uma, mas sabe que não é. no extremo oposto, você é ríspida, ácida, grosseira e agressiva. são suas duas válvulas de escape, e você se surpreende porque é a sutil limiaridade entre esses dois opostos, e porque sabe que essa rispidez toda é só uma sementinha que cresceu deformada, porque alguém esqueceu de cuidar. aliás, um ato de extremo egoísmo... porque quem não vira flor, não se esforça pra desabrochar: prefere permanecer espinho, papocando as bolhas que transitam inocentemente no céu...