Era uma vez uma menina que, de tanto sonhar, ficou
Sozinha. Sabia que não pertencia a esse mundo, e
Teimava com as coisas da vida.
Ria quando deveria chorar. Preferia chorar em silêncio,
Esperando que seus sonhos caíssem do céu.
Lembrava dos livros que lia quando era criança,
Acreditava nos contos de fadas que a mantinham viva.
Cresceu porque tentou alcançar as estrelas,
Aprendeu a ver beleza até nas noites de céu sem cor,
Dormia na esperança de não acordar:
Era o sonho bom que
Nunca lhe acontecera.
Tentava, não conseguia; era o medo de desistir,
Era a esperança de um pedido que nunca se realizaria.