sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

bobagens natalinas II - debaixo da árvore.

eu nunca acreditei em coelhinho da páscoa nem em fada do dente. mas acreditava em papai noel. acreditava com todas as minhas forças, e mal conseguia dormir na noite do dia vinte e quatro, de tanta ansiedade! e, se minha mãe me olhasse com cara feia, eu imediatamente me desculpava, porque já sabia: se fizesse bobagem, o papai noel não vinha. mas ele sempre vinha! e sabia que era ele, porque o presente era sempre compatível com o que eu pedia na cartinha, que desaparecia da árvore: ele levava! onde será que ele guardava?

até que aos oito anos, por pura maldade, me fizeram desacreditar que ele existia; me provaram de todas as maneiras que era tudo mentira dos meus pais- e que eram eles que compravam o presente, e esperavam que eu dormisse para colocá-lo debaixo da árvore! chorei. chorei, porque o ser humano não aceita ser enganado! e mais que um ser humano, eu era apenas uma criança de oito anos cheia de sonhos e fantasias, acabando de ter uma delas totalmente destruída.

mas o tempo foi passando, e eu perdoei meus pais; não que eles se importassem, claro. na verdade, era a criança de oito anos crescendo, descobrindo o mundo e aprendendo que aquele episódio de dezembro de 1999 poderia se repetir quantas vezes fossem possíveis, em diversas situações diferentes! por pura maldade, de alguém ou da própria vida, sempre acabam conseguindo provar pra você que seus sonhos realmente são inalcançáveis. vem, vem pra realidade!

e toda vida que eu vinha pra realidade, era uma queda, era um choque, um pesadelo! acorda! e eu, que sempre sonhei acordada, muitas vezes tive de acordar; e, das vezes que acordei, acordei chorando. pensando bem, acho que eu não cresci tanto assim...

mas uma coisa eu aprendi, com essa história de bom comportamento, papai noel e presentes debaixo da árvore: aprendi que os melhores presentes são os mais inesperados, são aqueles que a gente faz por merecer, e que vêm de quem a gente nem imagina! e - na minha opinião, claro - os principais são aqueles que sempre estiveram conosco, mas a gente só descobre depois de algum tempo.

os meus mais honestos, profundos, intensos, calorosos, verdadeiros, carinhosos, sinceros, indiscutíveis agradecimentos para todos os presentes que apareceram debaixo da minha árvore de 2010! cada um de vocês tem um espaço insubstituível no meu coração, e eu humildemente lhes peço: fiquem nele para sempre! eu não lhes deixarei, não lhes trocarei por nenhum outro, e não lhes trancarei em nenhum armário que não seja o das minhas mais belas recordações.

amo muito cada um de vocês!
feliz natal, e que 2011 seja um ano mais colorido para todos nós!